DIETA PARA PREVENIR ALZHEIMER - RESIDENCIAL SANTORINI
  • 09/07/2020
DIETA PARA PREVENIR ALZHEIMER - RESIDENCIAL SANTORINI

Sabe-se que metade das pessoas com mais de 85 anos irão desenvolver Alzheimer. Infelizmente ainda não existe a cura para a doença, porém, há esperanças de que dependendo de nossa alimentação e estilo de vida, podemos reduzir em até 53% o risco de desenvolver Alzheimer. Um estudo realizado por mais de 20 anos que analisou alimentos que contribuem para a saúde do cérebro na Universidade Rush, em Chicago (EUA), demonstrou que a alimentação pode nos ajudar a reduzir as chances de desenvolver a doença e desacelerar as perdas cognitivas (perda de memória, por exemplo) que acontecem com  o passar da idade. Batizada de “MIND”, a dieta sugerida pela pesquisa é uma junção da Dieta do Mediterrâneo com a dieta DASH (sigla em inglês que traduzida significa “Abordagem Dietética para parar a Hipertensão”). Os nutrientes que apresentam as maiores evidências na prevenção da Doença de Alzheimer e da degeneração cognitiva são a vitamina E, vitaminas do complexo B (B9 – ácido fólico e B12) e DHA (ácido docosaexaenoico, componente do ômega-3). A vitamina E é encontrada em óleos vegetais, castanhas, sementes e grãos integrais; o DHA está presente em peixes e frutos do mar (também pode ser consumido como suplemento). Já a vitamina B9 ou ácido fólico, é encontrada em folhas de cor verde escura. A vitamina B12 sofre diminuição da absorção devido à mudanças fisiológicas do envelhecimento, por isso, muitas vezes deve ser suplementada, mas, ela é adequada nas dietas de quem consome carnes, ovos e laticínios. Por outro lado, devem ser evitados alimentos que afetam o cérebro de forma negativa como aqueles que possuem excesso de gordura saturada como frituras, queijos amarelos, doces, bolos, tortas, folhados. Estes itens devem ser consumidos apenas 1 vez na semana. Veja como seria a dieta MIND e se você está contribuindo de forma positiva para seu cérebro funcionar a pleno vapor: DIETA PARA PREVENIR ALZHEIMER Mínimo por dia 3 porções de grãos integrais 1 porção de legumes 1 taça de vinho ou suco de uva   Mínimo por semana 6 vezes – folhas verdes 5 vezes – castanhas 3 vezes – leguminosas (feijão, lentilha, soja e grão-de-bico) 1 vez – peixe 2 vezes – aves 2 vezes – berries (morango, amora, framboesa, mirtilo) Azeite de oliva como óleo principal   Máximo por dia 1 colher de chá de manteiga e margarina   Máximo por semana 4 vezes – carne vermelha e produtos derivados 1 vez – queijo 1 vez – frituras e fast food 5 vezes – doces, bolos, tortas, folhados e sobremesas em geral   Marilia Z. Toledo Betito Nutricionistahttp://geriatriafacil.com.br

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Doença de Alzheimer: Muito Além da memória
  • 02/02/2020
Doença de Alzheimer: Muito Além da memória

A Doença de Alzheimer não é somente uma doença da memória. Apesar da perda gradual de memória ser sua característica principal, as alteração de comportamento são extremamente comuns e igualmente importantes. Além de serem a principal fonte de estresse para os familiares e cuidadores. E também, o principal motivo pelo qual as famílias buscam uma instituição de longa permanência.Podem variar muito entre as pacientes, e suas formas de apresentação ser muito diferentes entre os portadores, ao longo do tempo. Na fase inicial da doença, a apatia, a depressão e a ansiedade são mais comuns. Apesar das duas últimas serem passíveis de melhora com medicações, não dispomos, até o momento, de uma boa opção terapêutica para a apatia. Ela é diferente da depressão, pois o humor não está deprimido, sendo a perda de interesse, de vontade, o que chama mais a atenção. Com o avançar da doença, pode haver melhora (ou resposta ao tratamento) dessas condições, e o surgimento de uma grande variedade de quadros. A perambulação, ou o comportamento de vaguear a esmo. Períodos de agressividade, verbal ou física, principalmente quando o paciente é confrontado, como quando é conduzido a tomar banho. As alucinações, comumente visuais, quando a paciente vê pessoas, animais ou objetos e outras pessoas não. Os delírios, idéias errôneas, irreais e irremovíveis acerca de realidade, como quando a paciente tem a convicção de que está sendo roubada, ou perseguida, ou tem um ciúme anormal do conjugue. O extremamente comum “ fenômeno do entardecer”, quando a paciente fica muito confusa ao final do dia. Entre outras tantas situações. É sempre importante salientar que as alterações de comportamento não são algo contra um familiar ou contra o cuidador, mas sim, manifestações esperadas da doença. É como pedir para uma pessoa com pneumonia não tossir, ou para quem se machucou não ter dor. As manifestações surgirão independentemente da nossa vontade, da vontade da paciente, ou mesmo da sua personalidade prévia, em algum momento. Caberá aos familiares e cuidadores o correto enfrentamento das diferentes situações. E para isso, existe a educação em geriatria ou gerontoeducação. Para os próximos dias, estará disponibilizado no blog um e-book relacionado ao tema, bem prático, para ajudá-los nessa árdua missão.Geriatria – Dr Roberto M. Betitohttp://geriatriafacil.com.br

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