DIABETES E ENVELHECIMENTO: O QUE MUDA?
  • 27/07/2020
DIABETES E ENVELHECIMENTO: O QUE MUDA?

Essa importante doença crônica não para de aumentar no mundo todo. Em relação aos idosos, dados recentes apontam para uma prevalência de 22 % de diabéticos entre os 60 +. Várias situações somam-se para o aumento dessa doença, como aquelas do próprio processo de envelhecimento (perda de massa muscular, aumento da gordura e diminuição da sensibilidade à insulina), diminuição da atividade física e o aumento da obesidade. Dessas, a perda de massa muscular, termo conhecido como sarcopenia, apresenta papel de destaque. Ela aumenta os níveis de glicemia e, por outro lado, idosos diabéticos chegam a perder 3 vezes mais massa muscular do que idosos sem diabetes. Atualmente dispomos de várias medicações que agem de diferentes modos no organismo causando melhor controle da glicemia, além de diferentes tipos de insulina, o que sem dúvida alguma, melhorou demais o tratamento.  Entretanto, quanto mais idoso e frágil for o paciente, mais cuidados devemos ter em termos de evitar a queda acentuada da glicemia, conhecida como hipoglicemia. Ela apresenta graves complicações como convulsões, quedas, fraturas e arritmias. Portanto, os alvos ou metas de controle do idoso com diabetes variam conforme a idade e a presença de fragilidade. Nessas situações, não podemos ser tão agressivos com a diminuição dos níveis de glicose para não incorrer em prejuízos graves ao paciente. Nunca podemos esquecer da importância da atividade física e da dieta, quando se fala de diabetes. Porém, mais uma vez, no idoso existem algumas considerações. Sempre é recomendado que, além da famosa caminhada, que não deixa de ter importância principalmente naqueles acima do peso ideal, a musculação faça parte do tratamento. Porquê? Mais uma vez, porque ela melhora a massa muscular, fazendo a insulina agir e colocar a glicose para dentro do músculo, além de diminuir a liberação de substâncias inflamatórias que se elevam devido à falta de atividade muscular.  Evitar doces e tudo que pode elevar a glicose rapidamente é importante, mas ingerir proteína em quantidade adequada é tão importante quanto na construção de músculos saudáveis, que como visto, ajudam no controle do diabetes. Um abraço a todos.Geriatria – Dr Roberto M. Betitohttp://geriatriafacil.com.br

Leia mais
DIETA PARA PREVENIR ALZHEIMER - RESIDENCIAL SANTORINI
  • 09/07/2020
DIETA PARA PREVENIR ALZHEIMER - RESIDENCIAL SANTORINI

Sabe-se que metade das pessoas com mais de 85 anos irão desenvolver Alzheimer. Infelizmente ainda não existe a cura para a doença, porém, há esperanças de que dependendo de nossa alimentação e estilo de vida, podemos reduzir em até 53% o risco de desenvolver Alzheimer. Um estudo realizado por mais de 20 anos que analisou alimentos que contribuem para a saúde do cérebro na Universidade Rush, em Chicago (EUA), demonstrou que a alimentação pode nos ajudar a reduzir as chances de desenvolver a doença e desacelerar as perdas cognitivas (perda de memória, por exemplo) que acontecem com  o passar da idade. Batizada de “MIND”, a dieta sugerida pela pesquisa é uma junção da Dieta do Mediterrâneo com a dieta DASH (sigla em inglês que traduzida significa “Abordagem Dietética para parar a Hipertensão”). Os nutrientes que apresentam as maiores evidências na prevenção da Doença de Alzheimer e da degeneração cognitiva são a vitamina E, vitaminas do complexo B (B9 – ácido fólico e B12) e DHA (ácido docosaexaenoico, componente do ômega-3). A vitamina E é encontrada em óleos vegetais, castanhas, sementes e grãos integrais; o DHA está presente em peixes e frutos do mar (também pode ser consumido como suplemento). Já a vitamina B9 ou ácido fólico, é encontrada em folhas de cor verde escura. A vitamina B12 sofre diminuição da absorção devido à mudanças fisiológicas do envelhecimento, por isso, muitas vezes deve ser suplementada, mas, ela é adequada nas dietas de quem consome carnes, ovos e laticínios. Por outro lado, devem ser evitados alimentos que afetam o cérebro de forma negativa como aqueles que possuem excesso de gordura saturada como frituras, queijos amarelos, doces, bolos, tortas, folhados. Estes itens devem ser consumidos apenas 1 vez na semana. Veja como seria a dieta MIND e se você está contribuindo de forma positiva para seu cérebro funcionar a pleno vapor: DIETA PARA PREVENIR ALZHEIMER Mínimo por dia 3 porções de grãos integrais 1 porção de legumes 1 taça de vinho ou suco de uva   Mínimo por semana 6 vezes – folhas verdes 5 vezes – castanhas 3 vezes – leguminosas (feijão, lentilha, soja e grão-de-bico) 1 vez – peixe 2 vezes – aves 2 vezes – berries (morango, amora, framboesa, mirtilo) Azeite de oliva como óleo principal   Máximo por dia 1 colher de chá de manteiga e margarina   Máximo por semana 4 vezes – carne vermelha e produtos derivados 1 vez – queijo 1 vez – frituras e fast food 5 vezes – doces, bolos, tortas, folhados e sobremesas em geral   Marilia Z. Toledo Betito Nutricionistahttp://geriatriafacil.com.br

Leia mais